Sábado, 18 de Maio de 2013

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Hoje não me apetece nada....nada a não ser estar só comigo própria.
Sentir a dor que me sufoca o peito e que me lembra acima de tudo que estou viva.
A culpa é minha, tenho perfeita noção.
Não tinha necessidade nenhuma de me sentir assim. Podia não ter atendido aquele primeiro telefonema. Podia ter evitado tudo isto.
Mas eu queria. A verdade é que queria. E queria muito.
E atendi.
Ouvi o teu prazer.
Tu ouviste o meu.
A respiração acelerada do outro lado da linha. No ouvido um do outro....

Já me procuras-te hoje. Não te respondi. Não quero ser encontrada. Nem me queria encontrar a mim.
Estou a ser infantil? Sim é provável.
São os ciúmes dirias tu.
É a vida que é uma verdadeira merda digo-te eu.

Portanto deixa-me ficar só comigo propria. Com a minha agonia já que é a única coisa que posso ter de ti. 
E por favor não me ligues a dizer que te vais afastar. Diz-me só que posso ouvir a tua voz quando me apetecer. Mandar-te uma mensagem se desejar. Dizer-te que te amo só para te fazer sorrir.
Mas hoje não me apetece nada. Só ficar comigo própria.

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Instagrams of the weak











Sexta-feira, 17 de Maio de 2013

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...com a determinação contida de quem esperou demasiado tempo por aquele beijo.



Estava perdida. Normal. Não conhecia aquela cidade. Era a primeira vez que andava por aquelas ruas.
Naquela situação não havia mapa ou gps que a safasse.
Provavelmente não tinha sido muito boa ideia enfiar-se no comboio, até ali, sair sem perguntar indicações. Tinha que dar mau resultado.
Ainda por cima era noite, estava um frio de rachar e a chuva não tardava a cair.
Os primeiros pingos já se faziam sentir.
Vagueou durante mais uns minutos, mas continuava perdida.
Já nem a estação conseguia encontrar.
O pânico estava a começar a tomar conta dela.
Parou por momentos, para respirar fundo. Tentou encontrar um ponto de referencia, mas tudo lhe parecia escuro e confuso.
Os telemóveis sem bateria.
Ninguém sabia que ela estava ali.
As ruas desertas.
A chuva que caia agora com uma intensidade arrasadora.
Estava completamente encharcada mas fazia uma força brutal para não deixar o pânico apoderar-se.
Continuou a andar durante mais uma meia hora, até voltar ao ponto de partida.
Estava a andar em círculos.
Já mal sentia o corpo, o frio era devastador.
Não sabia que horas eram, onde estava e já nem sequer sabia o que fazer.
Tentou ser sensata, mas as faculdades mentais estavam a esvair-se.
O facto de estar a tremer intensamente já lhe dificultava a caminhada.
Naquele ponto já só pensava em desistir.
Encolher-se sobre si própria num canto qualquer e esperar o amanhecer.
Mas por outro lado tinha que continuar, tinha desesperadamente de fazer aquilo para que ali tinha ido.
E continuou a caminhar durante o que lhe pareceram horas.
Caminhou até à exaustão. E quando não aguentou mais deixou-se cair.
Encostou-se a uma parede, para não incomodar.
Estava num beco, não seria facilmente encontrada, mas já não tinha força para se mexer.
Enrolada em posição fetal, no chão, tremeu, enquanto a chuva continuava a cair sobre ela.
Não passava de um farrapo no chão.
De longe a longe ouvia passos.
Uns mais apressados. Outros nem tanto assim.
Mas nenhuns se aproximavam dela. Não sabia se a viam, ou não.
De repente....Sentiu alguém debruçar-se sobre ela, falar para si, mas não o ouviu.
Senti-o tirar-lhe a roupa molhada, mas não teve força para protestar.
O frio era paralisante, não se importou que um desconhecido a visse nua.
Já estava completamente despida quando percebeu que ele se despia também e se abraçava a ela.
Mas não lhe fez mal. Estava apenas abraçado a ela, esfregava-lhe o corpo com as mãos.
Só quando começou a sentir o calor percebeu o que aquele estranho estava a fazer.
Estava a tentar salvá-la da hipotermia.
O calor do corpo dele doía, porque o seu estava gelado demais.
Virou a cara, para tentar perceber como era a do seu salvador...foi com choque que perceber que era ele. A razão pela qual ela ali tinha ido estava ali. A abraça-la para a tentar aquecer.
Parecia tão ridiculamente irreal que pensou que estava a sonhar.
- Sim sou mesmo eu. - respondeu-lhe ele. Provavelmente tinha percebido a expressão de assombro no rosto dela.
- És completamente louca. Tens noção disso não tens? Como é que vens cá sem me avisar, com os telemóveis desligados....e se fosse outra pessoa a encontrar-te, o que te podia ter acontecido? Nem quero imaginar. - ralhou-lhe. Estava bem zangado. - E não faças essa cara porque sabes bem que tenho razão. Só me apetece bater-te para ver se aprendes.
Virou a cara sem dizer nada. Obviamente ele tinha razão. Mas já não podia fazer nada para corrigir aquilo.
- Tens forças para te levantar?
- Sim. - respondeu ela baixinho, ainda envergonhada. Sentia-se como uma criança mal comportada.
- Então vá, veste estas roupas e vamos embora.
Ele tinha-lhe trazido algumas roupas dele, secas. Vesti-las assim, quentes foi como estar no céu.
Quando a viu completamente vestida, pegou-lhe na mão e arrastou-a durante alguns metros até casa dele.
Perceber que estava ali tão perto dava-lhe a sensação de ter morrido na praia.
- Vou preparar-te um banho. Anda.
Enquanto a banheira enchia despiu-se. Ele nem a olhou, ainda estava zangado.
Entrou na água quente, e ficou de imediato com a pele rosada. O corpo ainda frio deu-lhe a sensação de entrar em agua a ferver.
Ele despiu-se igualmente e entrou na banheira com ela.
Sentaram-se ambos. Ela de costas para ele. Encontrada ao seu peito.
- Como é que sabias? - perguntou-lhe ela.
- Não sabia de ti, tinhas os telemóveis desligados. E depois...senti-te aqui tão perto. Não sei explicar. Mas estou muito muito zangado contigo. Tens noção que nos puseste aos dois em risco?
- Não tinha essa intenção.
- Sim eu sei que não tinhas. Mas foi o que aconteceu....
- Queria fazer-te uma surpresa.
- Não o que tu querias era que te acontecesse alguma coisa de mal, porque quem faz o que fizeste...não é para fazer surpresas, é por pura estupidez. - sim ele tinha razão, mas ouvir aquilo magoava-a, e tentou libertar-se dos braços dele.
- Onde é que pensas que vais?
- Para casa. Onde estão as minhas roupas?
- Estão a secar. E só tens comboio as 5 da manhã. É 1 da manhã. Se pensas que vais voltar para a chuva estas bem enganada.
Saiu da banheira, e ele atrás dela.
Enrolaram-se nas respetivas toalhas.
- Diz-me onde estão as roupas. - disse-lhe voltada de costas.
- Já te disse que estão a secar.
- Sim mas eu quero ir embora.
Pegou-lhe no braço e virou-a para si - Não achas que já correste demasiados riscos esta noite? Queres voltar lá para fora para fazer o quê? Explica-me lá? Tiveste coragem para fazer a asneira, agora também tens que ter coragem para enfrentar as consequências. E isso significa passares o resto da noite aqui e enfrentar a minha ira.
Encostou-a à parede. Ainda a agarrar-lhe o braço. Estava claramente a fazer demasiada força, mas ela não se queixava.
- Ainda tens frio? - Ela abanou a cabeça - Não? - Ela voltou a acenar que não.
Encostou o corpo ao dela.
A unica coisa que os separava eram as toalhas que os envolviam.
Beijo-a, primeiro gentilmente, mas depois com a determinação contida de quem esperou demasiado tempo por aquele beijo.
Passou-lhe as mãos pelo rosto.
Beijou-lhe as faces. Os olhos. O nariz. O pescoço.
Voltou a beijar-lhe a boca.
E abraçaram-se longamente.
Mas não bastavam. Precisavam do corpo um do outro com uma urgência desmedida.
Escorregaram até ao chão. Libertaram-se das toalhas. Ela sentada sobre o colo dele.
Continuavam a beijar-se.
- Preciso de te sentir dentro de mim, por favor. - disse-lhe ela ao ouvido.
Ele ajudou-a a posicionar-se.
E entraram ambos no corpo um do outro, o invadir dos tecidos, a contração dos músculos provocou-lhe um espasmo de prazer.
Ela movementou-se sobre ele, em movimentos delicados e precisos, enquanto ele lhe percorria o corpo com as mãos.
E fizeram amor, no chão da casa de banho, até atingirem o êxtase.
Aquele orgasmo que esperavam tanto sentir um junto ao outro, porque os vários que tinham sentido a quilómetros de distancia já não bastavam.

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

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Pirilampo diz olá às pessoas!

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

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Ela - Ele precisava de uma mulher como eu para o por na linha.
Eu - Eu é que precisava de um homem como ele para me por na linha!


Ai valha-me deus que aquele homem tira-me do serio!

Sábado, 4 de Maio de 2013

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Instagrams of the weak











Sexta-feira, 3 de Maio de 2013

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Tenho saudades da feira do livro.... :(

Quinta-feira, 2 de Maio de 2013

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Disseram-em que ia gostar desta...e de facto gosto bastante! =P


If you wanna leave I'm ready



Segunda-feira, 29 de Abril de 2013

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Hoje

Hoje sentei-me no sofá com o único propósito de escrever para ti.
Os dias passam por nos a uma velocidade alucinante, e no meio deles acabamos por nos perder um do outro.
Aquela ligação tão ténue, mas que ainda assim nos unia tanto, desvaneceu-se. Procuro-a a cada passo que dou. A cada direcção para onde olho, mas ela efectivamente já não esta lá.
E eu não consigo mesmo perceber o que nos aconteceu.
Nao sei se foste tu quem se afastou, se fui eu que te afastei.
Mas bolas....que vazio, que dor.
Fui eu? Diz-me? Fui eu que te empurrei para longe de mim? Ou és tu quem já não quer mais?
Ja nao sinto a tua presença. Aquela que tantas vezes sentia, quase como se o teu corpo estivesse em permanente contacto com o meu.
Mas o meu ainda ai esta. Lá tão longe...
Nao sabe o caminho de volta, ou não quer saber, não sei.
Acho que a única coisa que lhe interessa é estar ai contigo, ao teu lado.
Mais nada.
E deixa-se estar por ai. A vaguear pelas ruas. Á tua procura, sempre no teu encalço.
Sente-lo? Ai tão perto?
Acho que não...acho que já não o queres sentir.
Mas não faz mal.
Ele há-de voltar para casa, um dia. Quando já não suportar mais o frio e a derrota.
Por aqui os dias continuam a correr, estonteantes, alucinantes, e eu perdida no meio deles vejo-os a passar.
Não os sinto, porque metade de mim ficou para trás, perdida algures entre o espaço e o infinito.
Mas vejo-os. Passam por mim apresados.
Multidões efusivas, rostos desalinhados. E tu? Nenhum deles és tu.
Fugiste, ou fui eu que me perdi na multidão. Mas isso eu já não sei.
Ja não sei nada. Nem de nos sei.
E tu? Sabes de nos?
Dos risos? Das conversas? Das trocas de carinhos? Das palavras que dizemos sem acharmos que foram notadas ou sentidas do outro lado?
Dos gemidos roucos?
Dos gritos de prazer?
Do amor que a gente fez?
Se sabes, por favor, mostra-me onde estão porque eu já não sei mais.
Ja nem sei a tua voz...

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Há dias em que a tua ausência se torna num vazio insuportável!
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